A Justiça da Colômbia determinou que o candidato à Presidência Abelardo de la Espriella interrompa o uso da camisa da seleção colombiana como símbolo de sua campanha eleitoral. A decisão foi tomada após questionamentos apresentados por setores da esquerda, que acusaram o político de se apropriar de um símbolo nacional durante a disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais.
O pedido foi apresentado pelo senador Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, que criticou a utilização da camisa da seleção por parte do candidato. Segundo ele, o uniforme representa todos os colombianos e não deve ser associado a um projeto político específico.
Na decisão, a Justiça ordenou a “cessação imediata e definitiva” do uso da camisa da seleção como elemento de identificação do partido, da campanha ou da imagem pessoal do candidato em eventos públicos, materiais de divulgação e demais meios de comunicação.
Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos e apontado por pesquisas como favorito na disputa presidencial, costuma aparecer em agendas públicas vestindo o uniforme da seleção colombiana. O político também é acompanhado por apoiadores que utilizam camisas personalizadas com a imagem de um tigre, símbolo de sua campanha, além de reproduzirem uma saudação característica adotada pelo candidato.
A controvérsia ocorre às vésperas do início da Copa do Mundo, que será realizada na América do Norte. Tradicionalmente, milhares de colombianos utilizam a camisa da seleção como forma de apoio à equipe nacional e de celebração do principal torneio do futebol mundial.
O debate dividiu opiniões no país. Enquanto setores da esquerda consideram inadequada a vinculação de um símbolo nacional a uma campanha eleitoral, apoiadores do candidato defendem que o uso da camisa representa patriotismo e identificação com a nação.
O segundo turno das eleições presidenciais colombianas está marcado para o dia 21 de junho. Já a seleção da Colômbia estreia na Copa do Mundo em 17 de junho, diante do Uzbequistão.
































