A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentou, nesta terça-feira (7), um estudo técnico que busca comprovar a viabilidade socioeconômica do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina. O material foi exposto à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), que havia suspendido novos investimentos federais na obra por falta de dados atualizados.
O estudo defende a importância estratégica da ferrovia para Pernambuco, o Nordeste e o país. Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o documento não apenas apresenta indicadores econômicos, mas também propõe mecanismos de governança para melhorar a articulação entre os órgãos envolvidos no projeto. A expectativa é que os dados contribuam para reverter a decisão do TCU e permitir a retomada dos investimentos públicos.
A Ferrovia Transnordestina liga o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto de Pecém, no Ceará. Já o trecho pernambucano, com cerca de 540 quilômetros entre Salgueiro e o Porto de Suape, está com obras paralisadas há mais de uma década e tem menos de 180 quilômetros concluídos. A retomada parcial, entre Custódia e Arcoverde, ainda depende da assinatura de contrato com a empresa vencedora da licitação.
De acordo com a Sudene, o projeto pode gerar um impacto social positivo de R$ 4,7 bilhões em Pernambuco ao longo de 30 anos. A estimativa é que, com um investimento de aproximadamente R$ 5 bilhões, haja retorno econômico significativo, incluindo um acréscimo de cerca de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A próxima etapa será apresentar formalmente o estudo ao TCU, incluindo análises sobre os efeitos econômicos e sociais nas regiões atravessadas pela ferrovia.






























