A imposição da tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve provocar impactos diretos nas exportações de Pernambuco, especialmente nos setores sucroalcooleiro e de fruticultura. A medida, anunciada nesta semana e com vigência a partir da próxima quarta-feira (22), atinge itens como etanol e uva, podendo inviabilizar operações ou reduzir significativamente a lucratividade dos exportadores locais.
A taxação foi adotada após investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que apontou supostas práticas consideradas desleais por parte do Brasil em áreas como barreiras ao etanol, regulação de plataformas digitais e políticas ambientais. No caso pernambucano, o impacto é mais sensível na cadeia da cana-de-açúcar, já que o mercado interno brasileiro já supre a demanda por etanol, o que limita espaço para importações e intensifica a pressão sobre a produção nacional.
No Vale do São Francisco, a manga ficou fora da nova tarifa, mas a uva, um dos principais produtos exportados para os EUA, terá a carga elevada para 35%, comprometendo sua competitividade. Em 2025, o produto movimentou cerca de US$ 41,5 milhões em vendas para o mercado norte-americano. Entidades do setor avaliam alternativas, como diversificação de mercados, enquanto o governo brasileiro estuda recorrer à Organização Mundial do Comércio e adotar medidas de reciprocidade econômica para mitigar os efeitos da decisão.






























