A Justiça de Pernambuco substituiu a prisão domiciliar do padre Airton Freire, investigado por crimes sexuais, por medidas cautelares. A decisão foi proferida na terça-feira (21) pelo juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves, que levou em conta o excesso de prazo na instrução processual e a ausência de responsabilidade dos réus pelos adiamentos ocorridos durante o andamento do caso.
Segundo a defesa, o magistrado avaliou que a demora no processo está relacionada à complexidade da ação, à ausência de testemunhas da acusação e à necessidade de renovação de depoimentos. Os advogados também afirmaram que o religioso não descumpriu nenhuma das condições impostas anteriormente e que, diante do estágio atual, a manutenção da prisão preventiva se tornou desproporcional.
Airton Freire cumpria prisão domiciliar com monitoramento eletrônico desde 14 de julho de 2023. Em março deste ano, ele e o motorista Jailson Leonardo da Silva foram absolvidos da acusação de estupro feita pela stylist Silvia Tavares de Souza. Apesar da absolvição, o padre permaneceu em prisão domiciliar em razão de outras denúncias de crimes sexuais apresentadas por mais três mulheres e um homem.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que processos envolvendo crimes contra a dignidade sexual tramitam em segredo de justiça para preservar a intimidade das vítimas. Por isso, detalhes sobre decisões, recursos e andamento das ações não podem ser divulgados, ficando restritos às partes e seus representantes legais.































